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Banco Master: PF cumpre mandados em investigação sobre aplicação de R$ 13 milhões da previdência de Santo Antônio de Posse

Banco Master: PF investiga aplicação de R$ 13 milhões da previdência no interior de SP A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), uma ...

Banco Master: PF cumpre mandados em investigação sobre aplicação de R$ 13 milhões da previdência de Santo Antônio de Posse
Banco Master: PF cumpre mandados em investigação sobre aplicação de R$ 13 milhões da previdência de Santo Antônio de Posse (Foto: Reprodução)

Banco Master: PF investiga aplicação de R$ 13 milhões da previdência no interior de SP A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação para investigar a suspeita de aplicação irregular de R$ 13 milhões da previdência dos servidores de Santo Antônio de Posse (SP) em investimentos do Banco Master. Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim (SP). Os alvos são o ex-diretor, a supervisora de gestão e três integrantes do comitê de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (IPREM). A Justiça Federal também determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens. A apuração investiga possível má gestão dos recursos. O caso começou após um alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que apontou problemas na aplicação do dinheiro do fundo municipal. MP alertou risco de perda A Procuradoria do Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC-SP) alertou, em abril do ano passado, que pelo menos cinco institutos de previdência de servidores municipais no estado haviam investido centenas de milhões de reais no Banco Master — entre eles, o de Santo Antônio de Posse. Quando o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, o IPREM tinha R$ 8,2 milhões aplicados em Letras Financeiras. O valor constava no Portal da Transparência do instituto, no relatório analítico de investimentos de setembro de 2025. LEIA TAMBÉM: Caso Master: PF conclui que Sicário atentou contra a própria vida e apresenta a Mendonça conclusão de investigação BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Em nota oficial, o IPREM informou que acompanhava a situação e afirmou que as aplicações foram feitas “integralmente dentro das normas legais que regem os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e em conformidade com a política aprovada pelo Conselho Deliberativo”. O instituto destacou ainda que não era possível prever impactos financeiros naquele momento, já que a avaliação dos ativos dependia da atuação da massa liquidante, sob supervisão do Banco Central. “O IPREM segue monitorando constantemente a situação e informa que qualquer novidade será divulgada assim que houver posicionamento oficial das autoridades competentes”, disse o comunicado. A nota também ressaltou que eventuais irregularidades seriam apuradas pelos órgãos responsáveis, como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ministério Público e Poder Judiciário. Por fim, o IPREM reafirmou seu compromisso com a transparência e a boa gestão, destacando que mantém rotinas de controle, governança e monitoramento de riscos para proteger o patrimônio previdenciário dos servidores municipais. PF investiga aplicação irregular de R$ 13 milhões na previdência e cumpre mandados em Santo Antônio de Posse Polícia Federal/Divulgação Aplicação buscava cumprir meta de ganhos, diz ex-gestor O ex-gestor do IPREM, Hortêncio Neto, disse que o investimento no Banco Master foi feito em 2024, durante sua gestão, para ajudar a cumprir metas de rentabilidade. A declaração foi dada à EPTV, afiliada da TV Globo. Segundo ele, na época o banco oferecia retorno atrativo e a decisão seguiu as regras legais. A atual diretora do IPREM, Alessandra Aparecida Vasco, informou que o instituto tem cerca de R$ 130 milhões aplicados. Desse total, cerca de 5% estão no Banco Master e não havia impacto imediato para os 380 aposentados e pensionistas. Hortêncio afirmou ainda que o instituto fazia aplicações mensais, buscando as melhores opções do mercado. Segundo ele, 90% dos recursos estavam em instituições sólidas, e parte foi direcionada ao Master, que não tinha restrições ou investigações à época. Ele também disse que o investimento passou por todas as etapas internas: foi discutido com o comitê financeiro e assessorias, aprovado por unanimidade pelo conselho deliberativo e, depois, analisado pelo conselho fiscal. PF investiga aplicação irregular de R$ 13 milhões na previdência e cumpre mandados em Santo Antônio de Posse Polícia Federal/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas