Entenda como vai funcionar a nova concessão da Rota Mogiana
Leilão daconcessão do Lote Rota Mogiana recebe 4 propostas e acontece nesta sexta (27) na sede da B3. Divulgação O governo de São Paulo definiu nesta sexta...
Leilão daconcessão do Lote Rota Mogiana recebe 4 propostas e acontece nesta sexta (27) na sede da B3. Divulgação O governo de São Paulo definiu nesta sexta-feira (27) a empresa que vai assumir a administração da chamada Rota Mogiana — sistema de rodovias estaduais com extensão de 520 quilômetros — pelos próximos 30 anos. A concessão unifica, em um único contrato, trechos que hoje são operados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) e pela iniciativa privada. A malha atravessa 22 municípios e deve impactar cerca de 2,3 milhões de pessoas. Segundo o governo estadual, estão previstos R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo das próximas três décadas, incluindo duplicações, ampliação de faixas, construção de vias marginais e passarelas, além da implantação do sistema de pedágio automático free flow. Nesta reportagem, você vai ver: O que é a Rota Mogiana? Quem venceu o leilão? O que acontecerá com as rodovias da região? A partir de quando a concessão passa a valer? Quais são as cidades impactadas? Quais são as rodovias concedidas? Quais são as obrigações da empresa que venceu o leilão? Quem irá fiscalizar a empresa? O que é o novo pedágio 'free flow'? O preço do pedágio vai mudar? 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Rota Mogiana: com R$ 1 bi, grupo vence leilão para administrar 520 km de rodovias em SP 1. O que é a Rota Mogiana? A Rota Mogiana é um sistema de rodovias estaduais do interior de São Paulo com cerca de 520 km de extensão, conectando áreas como Campinas, Ribeirão Preto e a divisa com Minas Gerais. Os trechos são estratégicos para escoar produtos agrícolas e industriais do interior paulista para mercados maiores e para rotas federais rumo a portos e outras regiões do país. O governo também aponta o potencial turístico da região. 2. Quem venceu o leilão? O Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, apresentou a maior oferta e venceu o leilão: R$ 1.084.842.068,71. Outras propostas foram apresentadas por: MC Brazil Concessões Rodoviárias (fundo Mubadala): R$ 1.019.814.000,00 EPR Participações: R$ 560.000.000,00 Motiva (ex-CCR): R$ 180.285.000,00 3. O que vai acontecer com as rodovias? A empresa será responsável por cuidar dessas estradas pelos próximos 30 anos como, por exemplo, realizar todas as obras de melhoria previstas, cuidar da manutenção constante das pistas e operar o sistema de pedágios ao longo dos 30 anos de contrato. Segundo o edital, estão previstos: duplicações de mais de 217 quilômetros em rodovias 138 quilômetros de faixas adicionais 86 quilômetros de vias marginais 58 novas passarelas para pedestres 129 novos dispositivos de interseção implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow) Além disso, o novo contrato unifica trechos hoje operados pela concessionária Renovias e pelo DER-SP (órgão do Estado) 4. A partir de quando a concessão passa a valer? A nova concessão tem início previsto para julho de 2026, quando o contrato atual de trechos com a Renovias chega ao fim. 5. Quais cidades serão impactadas? A concessão abrange 22 municípios do interior paulista, sendo 9 da região de Campinas (em negrito) São eles: Aguaí, Águas da Prata, Artur Nogueira, Cajuru, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itobi, Jaguariúna, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. Ao todo, o governo estima que 2,3 milhões de pessoas serão beneficiadas. 6. Quais são as rodovias concedidas? O novo contrato unifica trechos hoje operados pela Renovias e pelo DER-SP. Entre eles estão segmentos das rodovias: SP-215 SP-340 SP-342 SP-344 SP-350 SP-333 SP-338 SP-107 SP-133 SP-225 contornos e acessos complementares. Veja abaixo no mapa. Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 7. Quais são as obrigações da empresa que venceu o leilão? A concessionária terá a responsabilidade de realizar todas as obras de melhoria previstas, cuidar da manutenção constante das pistas e operar o sistema de pedágios ao longo dos 30 anos de contrato. Segundo o edital, estão previstos: duplicações de mais de 217 quilômetros em rodovias 138 quilômetros de faixas adicionais 86 quilômetros de vias marginais 58 novas passarelas para pedestres 129 novos dispositivos de interseção implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow) 8. Quem irá fiscalizar a empresa? Todo o trabalho de conservação e operação será fiscalizado de forma permanente pela Artesp, agência reguladora do Estado. 9. O que é o novo pedágio 'free flow'? O "free flow" é um sistema de pedágio que não tem cancelas nem cabines de parada. A cobrança é feita de forma automática enquanto o carro passa, e o motorista paga um valor proporcional apenas pelo trecho exato que andou, o que o governo chama de "justiça tarifária". ⚠️Como não há parada para pagar em dinheiro, o motorista precisa se adaptar e ficar atento às regras de pagamento automático. O esquecimento ou a falta de pagamento pode gerar multas e pontos na carteira de habilitação. 10. O preço do pedágio vai mudar? Segundo o governo estadual, sim. A Secretaria de Parcerias e Investimentos prevê que o preço do pedágio fique mais barato que o atual, com quedas que chegam a 29% em alguns trechos. Não foi anunciado aumento em nenhuma praça existente. Veja os valores divulgados pela Agência Estado. Jaguariúna - de R$ 17,60 cai para R$ 12,55 Águas da Prata - de R$ 6,30 cai para 4,60 Estiva Gerbi - de R$ 10,59 cai para 7,80 Espírito Santo do Pinhal - de R$ 13,10 cai para 10,45 Itobi - de R$ 13,40 cai para R$ 10,75 Casa Branca - de R$ 9,40 cai para R$ 8,15 Mococa - de R$ 8,90 cai para R$ 8,10 Aguaí - de R$ 6,69 cai para R$ 6,30 Motociclistas não pagam e usuários frequentes terão descontos progressivos, que podem chegar a até 20% ao mês por pórtico. ➡️No entanto, especialistas apontam que, mesmo com redução inicial, o custo pode aumentar ao longo dos próximos 30 anos de contrato. Isso porque a modernização é financiada por meio da cobrança de pedágio, o que significa que o motorista passa a arcar, de forma diluída e prolongada, com os investimentos previstos. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
